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Onde estão os futuros líderes da Enfermagem?

  • Foto do escritor: Fabrizio Rosso
    Fabrizio Rosso
  • 17 de mar.
  • 3 min de leitura

Provocações para enfermeiros líderes, coordenadores e gestores pensarem na cama...


É incrível, mas em pleno cenário atual da saúde ainda existem muitos coordenadores de enfermagem, gerentes assistenciais, diretores hospitalares e até enfermeiros líderes que não têm resposta para a pergunta título deste artigo.


Primeiro porque ainda não entenderam — ou não avaliaram profundamente — que a continuidade da assistência com qualidade depende diretamente da formação de uma nova geração de enfermeiros líderes, ainda mais preparados que a atual. E olha que nem precisava pagar uma fortuna para um consultor hospitalar dizer isso...


O fato, sejamos sinceros, é que a área de gestão de pessoas na saúde — e muitas vezes a própria liderança de enfermagem — ainda não tem toda a autonomia que deveria. Vejo isso praticamente toda hora, quando encontro projetos de capacitação de enfermeiros líderes (atuais e futuros) engavetados.


Geralmente, quando descubro alguns desses projetos e pergunto o motivo pelo qual não foram levados adiante, a resposta vem mais ou menos assim:"Nosso sonho era desenvolver a equipe de enfermagem... envolvia investimento... mas a diretoria... então... ficou só no papel..."


Outro dia, um hospital considerado de excelência nos chamou para elaborar uma proposta de capacitação para enfermeiros líderes, baseada nos GAPs identificados nas avaliações por competências. Construímos uma proposta moderna, com metodologias ativas, simulações, jogos cooperativos e foco em liderança estratégica — saindo do modelo tradicional de sala de aula.


No final, o hospital optou pelo básico: treinamento convencional, estilo “escolinha”, com aulas expositivas em que o instrutor fala, fala, fala… enquanto os participantes apenas escutam (ou nem isso).


Nos bastidores, a justificativa: o custo era menor.


Moral da história:

Muitos gestores ainda compram educação pelo preço, não pelo conteúdo —e ainda esperam resultados (ou milagres) na prática assistencial.


E não para por aí.

Existe uma realidade ainda mais preocupante: há instituições de saúde — e equipes de enfermagem — que nem sequer possuem um projeto estruturado de desenvolvimento de líderes.


Se somarmos a miopia de alguns dirigentes + a falta de iniciativa estratégica na liderança de enfermagem, o resultado é claro: estamos conduzindo equipes assistenciais sem preparo, sem direção e sem visão de futuro.


É como sair para navegar sem planejamento, com uma bússola antiga e sem recursos adequados.

Dá para imaginar o impacto disso na assistência ao paciente?


Falta visão — e urgência.

E se eu puder contribuir com isso, seguem duas recomendações:


1. Os líderes da enfermagem de amanhã precisam ser formados hoje

Há anos ajudamos instituições de saúde a identificar talentos na enfermagem e desenvolver programas estruturados — verdadeiras “escola de líderes da enfermagem”.

Nesse processo, o enfermeiro deixa de ter apenas uma visão operacional (tarefeira) e passa a desenvolver competências estratégicas, comportamentais e de liderança.

Ele “perde gordura” (visão limitada ao fazer) e ganha “músculo” (pensamento crítico, tomada de decisão, liderança de equipe).


E aqui vai um ponto essencial:

Grandes resultados assistenciais dependem de grandes líderes de enfermagem.


Se você não desenvolve seus talentos internos, vai precisar buscá-los no mercado — muitas vezes com mais custo, mais risco e menos aderência à cultura.

E o mais triste: muitas vezes, os talentos já estavam dentro da sua equipe… mas não foram desenvolvidos.


Ou pior: até foram identificados, mas receberam pouco investimento, pouca orientação e nenhum acompanhamento consistente.


2. Se a liderança superior ainda não entendeu isso… provoque!


Se quem está acima de você ainda não priorizou o desenvolvimento de líderes de enfermagem, não hesite:

Leve essa reflexão.


Provocar discussões saudáveis sobre liderança é papel de quem realmente se importa com a qualidade da assistência e com o futuro da instituição.


Chegou a hora de sair do modelo tradicional e investir em desenvolvimento estratégico, contínuo e prático.


Para finalizar:

Existe uma frase que carrego como verdade na gestão e que se aplica perfeitamente à enfermagem:


Lidere, acompanhe, desenvolva estrategicamente ou, pelo amor de Deus, saia da frente — porque o futuro da assistência se constrói no presente, nunca no amanhã.


E a propósito…

Onde estão os futuros líderes da sua equipe de enfermagem?


Prof. Fabrizio Rosso

CEO Fator RH

 
 
 

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